ECOSSISTEMA EMPREENDEDOR ANGOLANO SOB PERSPECTIVA FEMININA: DESIGUALDADES, RESISTÊNCIA E MUDANÇA.
Resumo
O presente artigo propõe uma análise do ecossistema empreendedor angolano sob a perspectiva feminina, evidenciando as desigualdades de gênero e ressaltando a contribuição das mulheres para a participação econômica do país. O objetivo é examinar como essas desigualdades se manifestam no mundo do trabalho, bem como destacar a capacidade de resistência das mulheres diante desses desafios, apontando possíveis caminhos para a promoção de um empreendedorismo mais equitativo e inclusivo. Este ensaio possui caráter qualitativo, com abordagem bibliográfica e documental. Com base nos dados do GEM Angola (2022) e nas produções acadêmicas consultadas, verifica-se que as mulheres angolanas representam a maior percentagem do empreendedorismo no país, correspondendo a 55,8%. Contudo, a maior parte dessas empreendedoras atua no mercado informal, realidade fortemente relacionada às condições de vulnerabilidade social e às limitações em sua formação acadêmica. Destaca-se que, em sua maioria, essas mulheres empreendem por necessidade, e não com foco na inovação. Diante desse cenário, torna-se urgente a formulação de políticas públicas mais inclusivas, capazes de ampliar o acesso das mulheres ao mercado formal e de criar condições para que possam desenvolver iniciativas empreendedoras sustentáveis e inovadoras.
Palavras chaves: Empreendedorismo feminino; Desigualdade de gênero; Angola; Mercado informal.
ABSTRACT
This essay proposes an analysis of the Angolan entrepreneurial ecosystem from a female perspective, highlighting gender inequalities and highlighting women's contribution to the country's economic participation. The objective is to examine how these inequalities manifest themselves in the world of work, as well as to highlight women's resilience in the face of these challenges, pointing to possible paths for promoting a more equitable and inclusive entrepreneurship. This essay is qualitative in nature, with a bibliographic and documentary approach. Based on data from GEM Angola (2022) and the academic literature consulted, it appears that Angolan women represent the largest percentage of entrepreneurs in the country, corresponding to 55.8%. However, most of these entrepreneurs operate in the informal market, a reality strongly related to social vulnerability and the limitations of their academic training. It is noteworthy that, for the most part, these women undertake entrepreneurship out of necessity, rather than with a focus on innovation. Given this scenario, it is urgent to formulate more inclusive public policies capable of expanding women's access to the formal market and creating conditions for them to develop sustainable and innovative entrepreneurial initiatives
Keywords: Female entrepreneurship; Gender inequality; Angola; informal market.
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